Cine Opinião: Já Sinto a Tua Falta


    Estreou ontem nas salas de cinema em Portugal o filme "Já Sinto a Tua Falta" (Miss You Already) com Drew Barrymore e Toni Colette nos papéis principais e eu que já estava com curiosidade aproveitei para assistir ao filme.

Sinopse:
    Milly e Jess são melhores amigas há anos. Elas têm partilhado tudo desde a infância - segredos, roupas, gargalhadas, drogas, namorados… Mas agora, estão a tentar ser adultas. Milly (Toni Colette) tem uma carreira de sucesso e vive numa belíssima vivenda no meio da cidade com o marido Kit e os dois filhos. Jess (Drew Barrymore) por seu lado, trabalha como urbanista e vive com o namorado Jago num boémio barco atracado num canal de Londres. A amizade de ambas está tão sólida como sempre, até que Jess se vê com dificuldades em engravidar e Milly descobre que tem cancro da mama. Como é que se partilha isso?
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    Escusado será dizer que eu já sabia de antemão que havia uma grande possibilidade de chorar porque sei que não sou uma pessoa em condições para ver este tipo de filmes, obviamente fiquei lavada em lágrimas, chorei as pedras da calçada ao ponto de soluçar! 
    Um filme que retrata o grande valor da amizade, um amor e apoio incondicional que um amigo pode ser e ter pelo outro e dada a minha descrença actual nesse campo da amizade achei que o filme foi muito bonito e que infelizmente o caso de Milly e Jess é um caso raro, hoje em dia as pessoas estão demasiado ocupadas nas suas vidas para se dedicarem a terem uma amizade assim, dedicam-se ao trabalho, ao amor e um pouco à família, renegando por completo os seus amigos! Desculpem, estou descrente! 
    Quando amamos uma pessoa é difícil ver essa pessoa sofrer, sobretudo pela doença que abala o nosso mundo por completo, o cancro! E ficamos numa dualidade de sentimentos, por um lado estamos a sofrer por essa pessoa e só nos apetece chorar, gritar, por outro lado temos que permanecer constantemente positivos e com um certo humor para que essa pessoa não desanime, não baixe os braços e se entregue à doença. 
    O filme retrata tudo isso muito bem e sem nenhuns pós de perlimpimpim, sem o cor de rosa, mostrando tudo o que é mais duro de uma forma crua e honesta, como o rapar o cabelo, a dupla mastectomia com as cicatrizes no peito, os tubos e adjacentes, a intimidade com o parceiro perdida... Apesar de tudo isto com um certo humor entre as amigas, também há muito sofrimento a que não conseguimos ficar indiferentes. 
    Duas excelentes interpretações das actrizes, mas de destacar a Toni Colette no papel de Milly, que esteve com uma expressão corporal maravilhosa, expressão dramática no ponto e com aquele toque de humor mordaz que assenta na perfeição na personagem. 

Aconselho e preparem os lencinhos!

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1 comentários

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